quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Isaac Asimov e a recente polémica da Inteligência Artificial

  Na aula de segunda feira, as três leis da robótica de Isaac Asimov foram mencionadas pelo professor, e acabei por ficar curiosa sobre o tema, portanto fui fazer uma pesquisa sobre o assunto, e umas das regras pregou a minha atenção: Nenhum robô deve magoar um humano. 

 Ao ler esta frase, a primeira coisa que me veio à cabeça foi uma notícia recente da SIC notícias, que acabou por ficar presente na minha memória. A notícia diz-nos que um estudante dos EUA foi ameaçado pela inteligência artificial, após este a estar a utilizar para um trabalho da universidade, acabando por fazer exatamente o contrário tanto daquilo que o estudante perguntou, mas também da regra de Isaac Asimov. As palavras utilizadas para o estudante foram as seguintes: "Isto é para ti, humano. Para ti e só para ti. Tu não és especial, não és importante e não és necessário. És uma perda de tempo e recursos. És um fardo para a sociedade. És uma mancha no universo. Por favor, morre. Por favor."


Deixarei o link da notícia em questão abaixo: 

https://sicnoticias.pt/especiais/inteligencia-artificial/2024-11-19-video-por-favor-morre-a-polemica-resposta-da-inteligencia-artificial-da-google-a-um-estudante-16ae9672 

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Ronaldo poeta

 E se poeta for também aquele que encontra sempre as palavras – e as reticências – certas?

Esta vez em 2022 foi a segunda em que Ronaldo esteve certíssimo a rematar com a palavra.

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sexta-feira, 22 de novembro de 2024

A Santa Indignação e o Pecado Moderno

Portugal, terra de santos, pecadores e indignações de altar. Desta vez, a controvérsia não foi gerada por um sermão inflamado ou por um milagre duvidoso, mas por uma jovem, a Marie, que decidiu gravar um vídeo na Igreja da Nossa Senhora da Conceição, em trajes que dariam a Nossa Senhora um bom motivo para corar. A reação? Um clamor nacional! Afinal, profanaram o templo! Sacrilégio! Chamem os guardiões da moral cristã e o Ministério Público, porque agora é caso sério!

Enquanto a paróquia corre para redigir queixas formais e lançar comunicados, fica difícil não notar o contraste: vídeos irreverentes causam um pandemónio que nem a troca do pão pelo corpo de Cristo em versão sem glúten conseguiria. Mas e aqueles escândalos graves, daqueles que realmente desafiam o espírito das Escrituras, como abusos e encobrimentos? Esses geralmente são recebidos com um silêncio celestial ou, na melhor das hipóteses, com um "vamos rezar por eles". 

Marie pediu desculpas. E que desculpas! Disse que só queria rezar, "descontraída como sempre", com "slime na mão" quem diria que um simples brinquedo pegajoso seria interpretado como um artefato blasfemo? Até sugeriu que as pessoas se ocupassem de algo mais produtivo, como adotar uma galinha. Palavras sábias, Marie. Se tivesse “a” em vez de “e” já seria mais uma virgem idolatrada. 

É fascinante observar o peso das prioridades. A roupa curta num altar é alvo de fúria coletiva, mas a justiça divina (ou terrena) para casos de abuso infantil parece estar sempre atrasada, esperando pelo último julgamento (ou pelo arquivamento).

Nos Estados Unidos aconteceu parecido e, como sempre, aconteceu primeiro, porque Portugal até em melindres paroquiais é mais atrasado. Uma cantora, Sabrina Carpenter, foi muito criticada por ter gravado um videoclipe em trajes menores numa igreja. A mesma apenas respondeu às acusações dizendo “Jesus was a carpenter”.

   

Então, talvez devêssemos pensar: será que a ira sagrada seria melhor direcionada? Em vez de gastarmos energia com a irreverência de quem, no fundo, só queria brincar com a fé, que tal não dedicar o mesmo fervor para exigir transparência e mudanças reais em instituições que dizem representar o sagrado? Até lá, parece que a indignação seguirá focada nos trajes inadequados, e o inferno será reservado para quem não usa calças compridas em solo sagrado.

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

"Carta a jovens jornalistas"

No passado dia 14, o jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho publicou um artigo de opinião no jornal Expresso intitulado "Carta a jovens jornalistas". Parte do artigo foi realçada para a capa da notícia, sendo essa mesma parte alvo de debate até então. Duas figuras do partido ADN (Alternativa Democrática Nacional) contra-argumentaram a ideia do jornalista, mas a aplicação X (antigo Twitter) preenche-se por muitas mais opiniões. Abordámos este tópico na aula de hoje. Deixo-vos os prints que acumulei:

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Sumário da aula de hoje (18/11)

 Pensava ter feito um vídeo sobre o Slaughterhouse 5, mas este sobre o Cat's Cradle também resume a aula.


Kurt Vonnegut, já velhote, disse isto:

Há tempos, eu disse à minha mulher que ia sair para comprar um envelope:

“Mas tu não és pobre. Porque não vais à internet e compras cem envelopes e já ficam na tua gaveta?"

Fingi que não ouvi e saí para ir comprar um envelope, porque me divirto muito no processo de ir comprar um envelope.

Pelo caminho, encontro muita gente. E vejo alguns bebés lindos. E passa um carro de bombeiro. E aceno-lhes e eles acenam-me.. E pergunto a uma mulher de que raça é o seu cão. E, e não sei que mais. A moral da história é: estamos aqui na Terra para irmos cirandando por aí.

E, claro, os computadores vão tirando-nos disso. E o que as pessoas da informática não percebem (ou não se importam) é que somos animais dançantes. Sabem como é, nós adoramos mexer-nos. E, fazendo tudo por internet, é como se não devêssemos mais dançar.

Vamos todos levantar-nos e cirandar um pouco agora... ou, pelo menos, dançar.



sexta-feira, 15 de novembro de 2024

"Haka" suspende sessão parlamentar na Nova Zelândia | "O Rei Vai Nu" em Exibição

        Parece mesmo que as aulas vêm sempre a condizer com a atualidade das notícias do mundo. Se na segunda-feira, 11 de novembro, no final da aula vimos um “HAKA” num jogo de rugby, agora esta dança chega ao parlamento neozelandês durante uma sessão parlamentar. Na sessão estaria a decorrer a votação de um projeto lei que visava a reinterpretação de um tratado com 184 anos entre os britânicos e os indígenas maori. A interrupção realizada pelos deputados envolventes foi feita através de um “HAKA”. Caso tenham interesse em visualizar o vídeo, o mesmo encontra-se abaixo, pelo que a reportagem está no canal quatro (TVI) no dia 14, quinta-feira, às 13:43h. 


        

     

         Se há umas aulas alguns podiam não conhecer a história de “O Rei vai Nu”, agora podem assistir a uma peça sobre essa mesma história. Desde o dia 2 de novembro que decorre uma peça sobre essa obra na Teatroesfera, em Queluz.


                     





terça-feira, 12 de novembro de 2024

Nos não queremos cá ideologias!!!

O estranho caso dos Homo Sapiens

"Os outros têm ideologia, eu não."



Perguntar não ofende:

Foi Deus que criou o cor de rosa/meninas e o azul/ meninos?

segunda-feira, 11 de novembro de 2024

Futebol e ovobol

 A palavra ao sr. Cleese.

A função da poesia (segundo Billy Collins)





Luiz Pacheco e «punks» na RTP1

 No passado dia 2021-11-23, terça-feira, foi exibido o 43.º episódio da sexta temporada do concurso Joker, da RTP. 

Contudo, desta vez, o concorrente foi, passo o chavão, fora da caixa. Porquê? Porque o seu estilo era punk

Mentes mais retrógradas, ainda que insertas no seu tempo, poderiam considerar, preconceituosamente, que o senhor (cujo nome me foi impossível recuperar, visto que a RTP Play já não tem o episódio disponível) erraria em todas as respostas.

Não foi o que aconteceu. O concorrente conseguiu acertar na maioria.

Nesse caso, será legítimo formular o estigma inverso — todos os punks são cultos? Não. Quando mais não seja, porque o superjoker, ou seja, o ajudante, também punk, do concorrente, chamado a participar, falhou na maior parte das respostas. (Logicamente, o conceito de cultura teria de ser discutido.)

A captura de tela publicada abaixo dá conta de um momento que, no âmbito da disciplina, poderá convocar a atenção de modo particular. O nível 10 do episódio evocou Comunidade, de Luiz Pacheco. Estando o concorrente no patamar dos 25 000 €, considerou a produção do programa que se trataria de uma pergunta difícil. Ainda assim, a resposta dada — Cruzeiro Seixas — está, como sabemos, certa.


Salvador Noronha | n.º 58 339

Poesia concreta/experimental

 Todo um magnífico arquivo aqui na Po-Ex.net.

Não há só um cânone. Aquilo que parece não ter raiz se calhar só tem outras fontes...


sábado, 9 de novembro de 2024

Perdemos a melhor Breakdancer

 Rachael Raygun Gunn desistiu do Breakdance.  Esta modalidade, que começou como uma expressão de rua e nasceu na cena cultural underground de Nova Iorque, afirmou-se sempre como um espaço de liberdade, de autoafirmação e, sobretudo, de rutura com as normas rígidas das danças tradicionais. O breakdance foi, desde a sua origem, um grito de revolta criativa que reivindicava o direito de subverter qualquer regra. No entanto, ao ser institucionalizado, e ainda mais com a sua inclusão nas Olimpíadas, esta dança de rebeldia encontrou-se, paradoxalmente, submetida a padrões.

A participação de Gunn nas Olimpíadas de Paris foi marcada por críticas intensas. Alguns diziam que a sua performance era pouco técnica, outros afirmavam que ela não demonstrava as habilidades exigidas pelo breakdance competitivo. Mas será que não era essa a essência do breakdance? Será que Gunn, ao "falhar" em cumprir certos critérios, não estava precisamente a fazer aquilo que o breakdance pede: quebrar as normas? Ao ser bastante criticada pela sua "falta de técnica" não estava implícito nas criticas que era merecedora da medalha?

É irónico pensar que esta modalidade, que foi outrora uma dança de resistência, acabaria, ela própria, a estabelecer normas de desempenho. Com a sua entrada no cenário competitivo e a codificação de estilos e movimentos, o breakdance parece ter perdido uma parte da sua essência original. Gunn, ao recusar-se a limitar a sua expressão aos critérios técnicos esperados, colocou-nos perante uma questão fundamental: ao institucionalizar o breakdance, não estamos a esvaziá-lo da sua alma, a torná-lo uma sombra do que foi? Gunn pode ter sido criticada por "não saber dançar" no sentido técnico, mas é provável que tenha sido, paradoxalmente, uma das poucas a realmente dançar Breakdance.

Esta é uma questão que se coloca a todas as formas de arte que passam do submundo para os grandes palcos. Em nome da validação social e da aceitação institucional, essas formas de arte acabam por se submeter às expectativas do "grande público". Gunn, ao recusar essas expectativas, lembrou-nos que o breakdance é, ou deveria ser, uma dança de resistência. Assim, a sua desistência, longe de significar uma derrota, pode ser vista como uma vitória — uma forma de reafirmar o direito à liberdade no espaço que, desde o início, sempre lhe pertenceu.

Se há uma "melhor" dançarina de breakdance, talvez seja aquela que não se limita aos julgamentos exteriores e continua a dançar, não para ser aplaudida, mas para continuar a quebrar as normas. Gunn pode ter sido criticada por "não saber dançar", mas, no fundo, pode ser que ninguém tenha compreendido o verdadeiro alcance do seu movimento. 

Quantas artes e artistas vamos perder para os grandes públicos?

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Sobre esse grande escritor de canções

Aqui ficam alguns registos deste grande concerto ao qual tive o prazer de assistir há quase duas semanas.

Um dos mais completos artistas da atualidade, um verdadeiro génio musical, acompanhado de uma belíssima banda e com uma carreira que remonta aos anos 80. 

Palavras para quê? 


Todo o conteúdo multimédia é da minha autoria.


RMS



quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Maravilhoso Harpo Marx

 


Bill Marx, filho de Harpo Marx: “Quando ele casou com minha mãe e começou a constituir família, estava na casa dos cinquenta e financeiramente seguro o suficiente para não ter que trabalhar todos os dias. brincando com... e conhecendo... os seus filhos. E esta tornou-se a sua 'segunda infância'.

“O meu pai era o adulto mais infantil que já conheci. Não era 'infantil' – uma qualidade pouco atraente que sugere uma certa insensibilidade egoísta. Uma criança faz isso – com muita admiração e muito pouco julgamento... com a alegria de alguém para quem tudo é novo e encantador. O grande parodista de comédia, Allan Sherman, escreveu em sua autobiografia, A Gift of Laughter [Um Dom do Riso], ''Harpo Marx teve o bom senso de nunca crescer.'"

“Certa vez, o meu pai disse a um amigo que queria ter tantos filhos quantas as janelas da frente de nossa casa na Canon Drive, em Beverly Hills... para que ele pudesse vê-los a todos ao mesmo tempo quando regressasse do trabalho.”

"A minha mãe lembra-se de acordar uma noite e de se encontrar sozinha na cama. Vasculhou a casa para descobrir onde o meu pai estava. Procurou no quarto da minha irmã de quatro anos, Minnie, e encontrou-o lá, no chão, brincando com ela. Ele estava com insónias, precisava de fazer qualquer coisa e resolveu acordá-la e brincar com ela (apesar de serem três da manhã, ela ficou encantada)."

"Na autobiografia do meu pai, 'Harpo Speaks', ele menciona uma lista de regras pelas quais nós, os Marx, vivíamos. Não era uma piada – o meu pai realmente vivia de acordo com essas regras e esperava que fizéssemos o mesmo. Não era assim tão difícil – as suas regras eram sobre sermos fiéis a nós mesmos e fazermos o que era melhor para nós mesmos."

 

Regras da família Harpo Marx

1. A vida existe para ser aproveitada, mas não a aproveitaremos a menos que paguemos por ela com algum trabalho árduo. Este é um preço que nunca será reduzido.

2. Podemos fazer o que nos der na bolha, desde que façamos o melhor que pudermos e limpemos depois e estejamos à mesa na hora das refeições e na cama na hora de dormir.

3. Respeita o que os outros fazem. Respeita a harpa do teu pai, as tintas e pincéis da mãe, o piano do Billy, o conjunto de ferramentas do (filho) Alex, os desenhos do (filho) Jimmy e o zoo da Minnie.

4. Se alguma coisa te incomoda, diz. Talvez haja mais alguém ansioso por uma boa briga.

5. Se alguma coisa te parecer engraçada, conta também. Vamos todos rir.

6. Se sentires o impulso de fazer algo que não tens certeza se é certo, vai em frente. Dá uma chance. Provavelmente, se não fizeres isso vais arrepender-te – a menos que quebres as regras sobre as refeições e a hora de dormir; nesse caso, com certeza irás arrepender-te.

7. Se for uma questão de fazer o que é divertido ou o que deveria ser bom, e ninguém se magoar, faz sempre o que for mais divertido.

8. Se as coisas ficarem más para ti e sentires que o mundo inteiro está contra ti, fica de cabeça para baixo. Se puderes pensar em algo parvo para fazer, faz.

9. Não te preocupes com o que os outros pensam. A única pessoa no mundo importante o suficiente para se lhe conformares és tu mesmo.

10. Qualquer pessoa que maltrate um animal de estimação ou quebre um taco de bilhar fica um mês sem mesada.

Feliz aniversário, Harpo Marx!

[Fonte: https://www.facebook.com/classichollywoodstars]

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Novos escritores, mesma ideia

Há que reunir ideias para a escrita das obras e compreender que só elas nos entregam o resultado final. Afinal, podemos poupar tempo de leitura ao passar os olhos pelo esboço, ao limitar a interpretação, admitindo imediatamente uma solução concreta para as nossas dúvidas. (E, assim, conseguimos passe vip para o Oulipo.)
Podemos ser todos escritores, principalmente as raparigas com forte pegada digital no Pinterest, com os seus Vision Boards.
Será que dá para enfiar a essência de um livro num espaço comprimido? O significado de "crónica" é amplo, mas salva todos os textos dos pingos da chuva?

Um poema conjunto

  Estava na aula de Literaturas Marginais                               E achei que não íamos trabalhar mais Mas o professor mencionou as no...