No passado dia 2021-11-23, terça-feira, foi exibido o 43.º episódio da sexta temporada do concurso Joker, da RTP.
Contudo, desta vez, o concorrente foi, passo o chavão, fora da caixa. Porquê? Porque o seu estilo era punk.
Mentes mais retrógradas, ainda que insertas no seu tempo, poderiam considerar, preconceituosamente, que o senhor (cujo nome me foi impossível recuperar, visto que a RTP Play já não tem o episódio disponível) erraria em todas as respostas.
Não foi o que aconteceu. O concorrente conseguiu acertar na maioria.
Nesse caso, será legítimo formular o estigma inverso — todos os punks são cultos? Não. Quando mais não seja, porque o superjoker, ou seja, o ajudante, também punk, do concorrente, chamado a participar, falhou na maior parte das respostas. (Logicamente, o conceito de cultura teria de ser discutido.)
A captura de tela publicada abaixo dá conta de um momento que, no âmbito da disciplina, poderá convocar a atenção de modo particular. O nível 10 do episódio evocou Comunidade, de Luiz Pacheco. Estando o concorrente no patamar dos 25 000 €, considerou a produção do programa que se trataria de uma pergunta difícil. Ainda assim, a resposta dada — Cruzeiro Seixas — está, como sabemos, certa.
Salvador Noronha | n.º 58 339
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