quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Um poema conjunto

 

Estava na aula de Literaturas Marginais                              

E achei que não íamos trabalhar mais

Mas o professor mencionou as notas finais

E pediu que escrevêssemos frases que tais

(Rita)


Eu cá já estou um pouco cansada,

Mas qual será a verdadeira maçada

De escrever sem ou com magia

Poesia?

(Marília)


Estar nesta faculdade a fim de realizar

Uma frequência da unidade curricular x.

Alguém dê a miséria da educação?

(Desconhecido/a)


Já eu achava que a minha letra

era legível, mas agora começo a duvidar.

Depois deste exercício nada tenho conseguido decifrar,

Talvez só entenda a minha por ser eu a desenhar?

(Catarina G.)


Só porque o semestre estava a acabar

os alunos estavam a pensar

Que o professor Rui Zink

Trabalho não nos ia dar.

(Íris)


Mal fiz blink

Logo um exercício nos pediu para realizar!

Mas nada temam, colegas

Estamos nisto juntos

Esta é a aula final

Feliz Natal!

(Rita)

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

🧐

Qual é o teu calibre?

                                                      Marília 

Não uso armas.

                                                     Rita

Sabes que não falo disso 

                                                      Pau 

Há forma de demonstrar?

                                                     Anton

Demonstrar? Prefiro deixar que descubras sozinho.

                                                     M. Reis

Demonstrar o quê? Que no fundo somos armas de palavras. Ok.

                                                      Íris

Palavras acertam em cheio no cérebro Oração legal

                                                      Marta 

Mas matam ou só magoam? 

                                                       Matilde

Depende de que armas estamos a falar.

                                                        Diana 

Epa na minha cabeça já sei uma e dentro da tua qual vai?

                                                      Samuel

Pelo sim pelo não, ando sempre de capacete!

                                                       Cris

Mas tens mota?                           

                                                          Inês

Não!  Já fiquei traumatizado com a de condução.                                                      Não preciso de mais!

                                                        Samuel

Sempre soube que eras mais de descidas!

                                                     (Anónimo)

Sim, sim, sou. Não sabias de uma coisa dessas? Desde pequeno.

Sabia, acabei de o dizer!

Hmmm...

                                                        Marília 

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Do termómetro ao relógio

Sobre o exercício feito em aula... 

Estão 18º lá fora, mas estou cheia de frio. 

Mª Letícia

Acho que a sensação térmica está como o meu coração, ou seja, eu sou amável, mas os outros dizem que eu sou fria. 

Diana

Se fosse uma estação do ano seria a primavera, tempo ameno e com cores bonitas. 

Marta

Epá são é malucos porque lidar com frio nem que me paguem.

Samuel

Queria estar no verão como os seus 30º. 

Íris

Mas isso também não; é muito calor! Uns 25º estava bom. 

Matilde

Meteorologia é a maior conversa desconversada! Parecemos primos que não se veem há -- desde o Natal passado? 

Inês 

Quando não sabemos o que dizer, qualquer assunto é assunto. 

Mafalda

Falar do tempo é uma alternativa quando não sabemos o que dizer. 

Joana

Será que o tempo carrega consigo algum simbolismo? 

Tatiana

Epá, não sei! Acredito que sim! 

Marília

Sim, senhoras e senhores. 

Mas o problema do frio

Nos estabelecimentos universitários

Está muito acalorado.

Falta que os corações não estão gélidos. 

Deus 

O tempo perguntou ao tempo, quanto tempo o tempo tem, e o tempo respondeu ao tempo, que o tempo tem o tempo que o tempo tem. 

Diana



 





Quantas camadas tem uma cebola?

Clara ficou de nariz negro ao embater no chão. (Inês Fonseca)

Tive que ir à farmácia comprar um penso, (Luís)

mas mais valia estar quieto que ela é pobre e mal agradecida. (Samuel)

Tenho o nariz roxo com bordas amarelas, cores complementares. (Marta)

Ela devia ter sido descascada por mim, (Marília)

mas ao invés descascou o nariz. (Rita)

Coitada... (Joana)

Ao menos ainda tem o osso. (Inês Fonseca)

Exercício do Luís Vieira

 A pedido do colega Luís Vieira coloco o exercício que resultou do elemento praticado em aula:


Quando passares por Alenquer deixa o burro no presépio, disse o senhor um, dois, três de Oliveira quatro.

(Luís)

Não sem antes o alimentar. E que o agasalhe, nem o seu pelo resiste ao frio.

(Inês Fonseca)

Não o podemos banhar? Tem de estar cheirinho para no presépio estar.

(Íris Oliveira)

Daqui a pouco estamos a vestir uma roupa toda catita da Hello Kitty!

(Samuel Santos)

Até faria inveja à vaquinha, sua amiga.

(Inês Fonseca)

Também faria inveja ao menino Jesus, que foi parido e nem foi lavado. 

(Diana)

E coitado, ainda por cima deve estar gelado.

(Frederico)

E nem sequer tem ar condicionado!

(Rita)

Pobre menino! Tão novo e em todo o lado!

(Marília)

Carrega nos ombros um peso do passado.

(Mafalda)

Ai tão novo e já tão sofrido...

Mas valeu a pena. Daqui a uns dias fica rico com a visita dos Reis Magos!

(Luís)

Da saga a única esplanada com faculdade...

Vá pronto vou confessar! O que me parecia ao início um exercício assustador com o resultado que poderia obter foi uma experiência curiosa.


 Eu estou aqui, mas a vontade maior é estar na esplanada com os pés esticados e a pensar em tudo menos marginais

(Samuel Santos)

Alguém me veio perguntar se tinha isqueiro. Outro a tentar vender o tabaco em troca de dinheiro para almoço.

(Marta Pinhal)

Eu respondi que não tinha e o gajo ainda me insultou, parecia aqueles mendigos que pedem no metro para comprar comida para o cão que nem têm. 

(Diana Oliveira)

Sempre soube que isso era um truque, a maior burla. 

(Inês Fonseca)

Bom pelo menos não estão a roubar. Quer dizer até estão, mas é à vista de toda a gente.

(Diana Oliveira)

Serão maiores ou menores ladrões? Tudo por isqueiros!

(Inês Fonseca)

Mete lá menos tabaco nesta conversa! Pelo menos estão a trabalhar às claras.

(Matilde Cabana)

E se um dia a luz acabar?

(Maria Letícia)

Voltamos ao jogo dos homens das cavernas.

(Inês Fonseca)

Voltamos sempre ao mesmo jogo. Que tal um diferente?

(Joana)

Xadrez?

(Tatiana)

Não sei jogar.

(Mafalda)

Damas?

(Maria Letícia)

Seja o que for, que seja algo que todos apreciemos e que não tenhamos que tornar algo infinito em algo finito, porque certezas só temos a morte. Portanto o resto é deixar acontecer sem meter muitas balizas à volta!

(Samuel Santos)

Amontoado de pensamentos

 Sobre o exercício que fizemos em aula, tentei iniciar uma conversa filosófica, mas os meus queridos colegas trocaram-me as voltas. Decidi fechar então com um poema composto por algumas palavras que usaram nas suas frases. Obrigada, colegas marginais!

Pensar já dói muito. Fiquei desabituada, era criativa e agora, se me pedem para dizer a primeira palavra que me vem à cabeça, digo “maçã”.                                                                 -Marta                       

                                                                                                                                                                            

 

Já a mim a dor esta em de de na cabeça não vir a palavra maçã um ganda bolo de chocolate                                                                                                                                                           

                          -Anónimo

 

Quando é que o paladar se tornou o sentido principal? Temos 1, 2, 3, 4, 5...

                                                                                                                             -Inês Fonseca 

 

Temos o quê? Números? Sentidos? Esta malta não é nada específica e acha que me chamo Maia para andar a adivinhar. 

                                                                                                                          -Matilde Cabana

 

Bem, que profundo...Não sei qual será a qualidade da minha reflexão sobre palavras no penúltimo dia do semestre, mas já que estamos a falar em números, até agora já se contam umas 70! (inventei... não me apeteceu contar...)

                                                                                                                               -Carolina F. T.

 

Se tenta, mesmo. Nem tentes, Carol. Estamos em línguas, não me lembro da última vez que usei uma calculadora...

                                                                                                                              -Inês Fonseca

 

Eu sei que foi no 9º ano. Copiei as respostas de uma colega. Resultado: ela tirou positiva e eu negativa (muito fraco); ainda não entendi o que fiz errado.

                                                                                                                              -Diana Oliveira

 

Mas eu acho que descobri, foi os 86% deveres *palavra que não percebo*

                                                                                                                                      -Anónimo

 

 

Pensar já dói,
na cabeça,
em de de maçã.

Fiquei desabituada.
Era criativa,
e agora a dor não vem.
A palavra? Maçã.
Um ganda bolo de chocolate.

Quando é que o paladar
se tornou o sentido principal?
1, 2, 3, 4, 5...
Temos o quê?
Números? Sentidos?
Esta malta não é nada específica.

No penúltimo dia,
70 palavras ou mais,
(ou inventei, não sei).

Se tenta,
não tentes, Carol.
Línguas,
sem calculadora.
Positiva, negativa,
muito fraco.

Resultado?
86%.
Deveres.

Um poema conjunto

  Estava na aula de Literaturas Marginais                               E achei que não íamos trabalhar mais Mas o professor mencionou as no...