“Fazer-se ouvir a bem ou a mal” é um mote que talvez pudesse representar o Punk. Tal afirmo, pois, como pudemos ouvir em aula, a cultura Punk destacou-se, principalmente na música, pela sua agressividade e rebeldia, pela difusão do “Do It Yourself” e pelas manifestações de caráter anárquico.
No entanto, também pudemos ouvir em aula que essa rebeldia definia-se numa resposta ao descaso da sociedade face à decadência social vivida na periferia. Posto isto, acabei por refletir sobre como a cultura Hip Hop e o Rap também surgiram nestas circunstâncias. Então, lembrei-me de vários artistas do género que nas suas músicas abordam a exclusão social e/ou a precariedade da sociedade em todas as suas facetas e um deles foi Allen Halloween. Allen Pires Sanhá é um ex-rapper, visto que anunciou o fim da sua carreira em 2019, e escritor luso-guineense, mas também o autor de um dos clássicos do “Rap Tuga”: “Dia de um Dread de 16 anos”. Nesta música Halloween relata os problemas pelos quais um adolescente, criado num ambiente precário presente nas periferias, pode passar no seu cotidiano.
Ainda, na condição de apreciadora de Rap e de todo o movimento Hip Hop em geral, eu confesso que não ouço e nem sou a maior fã desta obra, devido ao seu conteúdo explícito, porém não posso negar a sua originalidade e atualidade, uma vez que em 2006 Allen tocou em temas que depois de quase 20 anos ainda são muito relevantes.
Portanto, um pouco hesitante, mas impulsionada pela última aula, decidi partilhá-la aqui para que vocês possam constatar a atemporalidade desta obra, todavia não a recomendo a quem seja sensível a tópicos “pesados”.
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