Vá pronto vou confessar! O que me parecia ao início um exercício assustador com o resultado que poderia obter foi uma experiência curiosa.
Eu estou aqui, mas a vontade maior é estar na esplanada com os pés esticados e a pensar em tudo menos marginais
(Samuel Santos)
Alguém me veio perguntar se tinha isqueiro. Outro a tentar vender o tabaco em troca de dinheiro para almoço.
(Marta Pinhal)
Eu respondi que não tinha e o gajo ainda me insultou, parecia aqueles mendigos que pedem no metro para comprar comida para o cão que nem têm.
(Diana Oliveira)
Sempre soube que isso era um truque, a maior burla.
(Inês Fonseca)
Bom pelo menos não estão a roubar. Quer dizer até estão, mas é à vista de toda a gente.
(Diana Oliveira)
Serão maiores ou menores ladrões? Tudo por isqueiros!
(Inês Fonseca)
Mete lá menos tabaco nesta conversa! Pelo menos estão a trabalhar às claras.
(Matilde Cabana)
E se um dia a luz acabar?
(Maria Letícia)
Voltamos ao jogo dos homens das cavernas.
(Inês Fonseca)
Voltamos sempre ao mesmo jogo. Que tal um diferente?
(Joana)
Xadrez?
(Tatiana)
Não sei jogar.
(Mafalda)
Damas?
(Maria Letícia)
Seja o que for, que seja algo que todos apreciemos e que não tenhamos que tornar algo infinito em algo finito, porque certezas só temos a morte. Portanto o resto é deixar acontecer sem meter muitas balizas à volta!
(Samuel Santos)
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